terça-feira, 30 de setembro de 2008

PPH

Tenha as melhores animações!
Iniciei, sexta-feira (26/09/08) o curso de extensão Planejamento Pedagógico Hipermididático – PPH, coordenado pela professora Cíntia Boll, da UFRGS.
Quem tiver interesse em saber sobre o que trata o curso deve acessar: http://pphipermididatico.blogspot.com/


Formação

No último dia 23 participei, como ouvinte, da palestra “Literatura-Juvenil Brasileira, enquanto promoção da leitura em sala de aula, bem como associada à implementação da Lei 10.639/03”. O evento de formação foi ministrado pela professora Terezinha Juraci Machado da Silva e promovido pela SMED/Alvorada.

Conhecendo Weber

Max Weber, nascido em 1864 na Alemanha, foi um dos grandes nomes da Sociologia. Nascido em uma família de boas posses e intelectualmente desenvolvida, Weber cresceu cercado por uma atmosfera estimulante. Ele estudou história, economia, filosofia e direito. Também atuou como professor universitário.
Weber diferentemente de Durhkeim, que partia da análise das instituições sociais, levava em consideração o indivíduo. Ou seja, os indivíduos deveriam ser o ponto de partida para as análises sociais.
Pode-se dizer que Weber considerava a subjetividade das ações individuais, uma vez que ele buscava compreender fatos incomensuráveis tais como: a religião, a política, a economia...
Sobre a educação, Weber a considera um instrumento que contribui para a seleção social. E além disso, ele acredita que a educação possui diversas finalidades, que variam conforme o tipo de dominação existente em uma dada sociedade.
Weber entende que existem três tipos puros de dominação legítima:
A dominação legal – existente em decorrência de um estatuto;
A dominação tradicional – ligada à família, aos legados, à santidade atribuída a certo indivíduo;
A dominação carismática – onde o indivíduo dominador vale-se de seu carisma para exercer o poder.
Nas escolas em que trabalhei/trabalho pude averiguar a existência dos três tipos de dominação supracitadas, o que evidencia a atualidade das idéias weberianas.
Sendo assim, penso que as relações dominadores X dominados nunca deixou, nem nunca deixará, de existir. Pois existem meios legítimos e historicamente aceitos para a manutenção desse tipo de relação entre os indivíduos.
Referências:
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u508.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Weber
http://www.culturabrasil.pro.br/weber.htm
http://www.ufrgs.br/tramse/pead/textos/weber.pdf

Refletindo acerca das idéias de Durkheim

Émile Durkheim, considerado um dos pais da sociologia moderna, nasceu, viveu e morreu na França, no século XIX. Ele formou-se em filosofia e atuou como professor de pedagogia e ciência social na Universidade de Burdeos. Sempre foi um defensor do método científico como meio de desenvolver o conhecimento, opondo-se completamente à educação religiosa.
Segundo Durkheim, a educação é um processo pelo qual passam as crianças a fim de serem moldadas para viver em sociedade. Citando-o: “A educação é a ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações que não se encontram ainda preparadas para a vida social; tem por objeto suscitar e desenvolver, na criança, certo número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política no seu conjunto e pelo meio especial a que a criança, particularmente, se destine.”
Além disso, a educação teria duas finalidades na socialização: homogeneizar ou diferenciar as pessoas. Ou seja, o papel desenvolvido pela educação dependerá da realidade social de cada indivíduo.
Portanto, Durkheim não acreditava em um modelo de educação ideal para todos, mas sim em diferentes educações cada uma com sua peculiaridade, atendendo as necessidades de sua respectiva sociedade.
Para o autor era necessário levar em consideração o processo histórico pelo qual passou dada sociedade. Pois a educação do tempo presente era fortemente influenciada pelo legado das gerações anteriores.
Durkheim via a sociedade como uma grande entidade moral. Segundo ele, era graças à moral que os indivíduos dominavam seus anseios e desejos, pondo as necessidades da sociedade em primeiro plano; os interesses do todo devem prevalecer sobre os interesses individuais, segundo a moral. A moral social regulava a vida coletiva, mantendo a ordem na sociedade.
Assim, entendo que para Durkheim, a educação tinha por finalidade criar e desenvolver nos indivíduos certas aptidões intelectuais e morais afim de atender as demandas da sociedade na qual estes estavam inseridos.
Referências:
http://www.suapesquisa.com/biografias/emile_durkheim.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Émile_Durkheim
http://www.ufrgs.br/tramse/pead/2006/01/educao-diferenciadora.htm

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Tempo

Retomo os estudos... Um novo semestre inicia!
Nos foi solicitado em Seminário Integrador V a construção de uma tabela acerca de como gerenciamos o tempo em nossas vidas. A partir disso confeccionei a minha, disponível em meu wiki.
A elaboração desta tabela foi muito importante, pois através dela constatei que organizo o tempo de forma inadequada.
Então, tentarei me desvencilhar desta nova rotina que armei buscando assim uma maior dedicação às atividades do Pead.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Trabalhos Manuais

Por motivo de doença, nada muito grave, estou de licença em minhas escolas há duas semanas.
Então para passar o tempo e me distrair um pouquinho resolvi fazer artesanato: pintei duas estatuetas de gesso, uma africana e uma mulata bem brasileira; também pintei uma caixinha de madeira com motivos indianos.
As fotos não ficaram muito boas, mas dá pra ter uma idéia... bjs!








segunda-feira, 7 de julho de 2008

MAIS UMA VEZ... TANGRAM!


Na onda de “inventar coisas para a profe passar” mais um desafio me foi lançado. Uma aluna, talvez motivada pela atividade que realizamos relacionando um vídeo com tangram (vide a postagem Vídeo em sala de aula + tangram), trouxe-me um outro livro contendo modelos de casas, barco e coelho confeccionados a partir da técnica chinesa. Mais uma vez não resisti e acabei acatando a sugestão!
P.s.: O que seria de mim sem os meus aluninhos??! hehehe

TERÁ SIDO POR ACASO?

Embora eu esteja postando este relato somente agora, essa atividade ocorreu há alguns dias...

Mas o que foi que aconteceu? Bem, estava eu trabalhando com a quarta série os sólidos geométricos... fiz desenhos no quadro, levei objetos de uso corriqueiro para ilustrar, enfim, fui explicando “conforme dava”. Eis que no dia seguinte um aluno leva até mim um livro de matemática com moldes de sólidos geométricos para recortar e montar. Olhando-me fixamente o menino lança o desafio: “passa pra gente profe?”
Foi inevitável, senti-me comovida e orgulhosa por ter despertado o interesse de alguém pelo conteúdo trabalhado!
O resultado do desafio você vê nas fotos:





LINHA DE TEMPO

Realizei a atividade da linha de tempo com os meus alunos de quarta série.
Percebi que alguns entenderam bem a proposta de trabalho e conseguiram desenvolver uma cronologia lógica, o único problema para estes alunos estava em associar os fatos lembrados às suas respectivas datas.
Contudo, outros alunos apresentaram uma dificuldade enorme em compreender o que estava sendo solicitado, pois nem sabiam o ano de seu nascimento; estes desenvolveram uma linha anacrônica com fatos de pouca relevância, acredito que com elementos e datas inventados/improvisados.

LUZ E SOMBRA

A seguir descrevo a atividade relacionada ao assunto luz e sombra solicitada pela interdisciplina de Ciências. Desenvolvi esta tarefa com uma turma de quarta série.
Iniciei perguntando a eles o que era sombra. Alguns responderam: é quando o sol não bate em algum lugar. Então rebati: então quer dizer que só existirá sombra se houver sol? Eis que a turma concordou.
Perguntei: e de noite, pode haver sombra?
Resposta da turma: de noite é quando a Terra está na sombra do sol!
Retruquei: imaginem que está de noite, vocês estão em seus quartos com a luz acesa; pode haver sombra?
Resposta: sim, nós já vimos!
Eu: mas a sombra não existe só quando há incidência solar?
Turma: não, existe quando há luz, qualquer uma!
A discussão estendeu-se por mais alguns minutos, todos queriam palpitar... segui abordando as questões sugeridas pelo Pead.
Como a nossa sala de aula é favorecida pela incidência solar, apliquei a tarefa com os recortes de cartolina. A maioria dos alunos iniciou pelas peças pretas; depois, surpreenderam-se ao verificar que peças iguais, porém de cor diferente, eram capazes de produzir sombras iguais.
Juntaram os dois retângulos e projetaram concomitantemente com o quadrado maior, concluíram que as sombras eram muito semelhantes. O mesmo ocorreu com os dois quadrados menores cuja a projeção foi comparada à de um retângulo.
Com a junção de dois círculos de tamanhos diferentes um “boneco de neve” surgiu; com os dois menores, um focinho de coelho foi visualizado. Com as pontas dos quadrados sobrepostas, uma gravata borboleta foi vista.
Por fim o conceito de sombra foi construído pela turma com o meu auxílio:
Sombra é quando a luz fica impedida de chegar a algum ponto devido a existência de um obstáculo.

Confesso que me surpreendi com a participação dos alunos e com os resultados obtidos na tarefa. Eu, particularmente, nunca havia imaginado trabalhar com essa questão em aula. E, como não poderia deixar de ser, de início realizei-a a contra-gosto. Mas logo me deixei envolver e, inclusive, aproveitei para retomar uns conceitinhos de geometria através do manuseio das peças empregadas na projeção das sombras.