terça-feira, 12 de outubro de 2010

Eixos I e II

INTERDISCIPLINAS:
  1. SEMINÁRIO INTEGRADOR I
  2. SEMINÁRIO INTEGRADOR II
  3. ESCOLARIZAÇÃO, ESPAÇO E TEMPO NA PERSPECTIVA HISTÓRICA
  4. DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM SOB O ENFOQUE DA PSICOLOGIA I
  5. FUNDAMENTOS DA ALFABETIZAÇÃO
  6. INFÃNCIAS DE 0 A 10 ANOS


Ingressei no Pead na “segunda leva”, ou seja, no ano de 2007. Portanto, as interdisciplinas do Eixo I foram diluídas ao longo do curso. Assim, em meu primeiro semestre enquanto discente ead cursei Seminário Integrador I e II concomitantemente às demais interdisciplinas do eixo II.
Minha primeira postagem foi uma poesia de Maikovski (Minha Universidade). Eu abri o blog com essa postagem porque naquele momento, tal poesia traduzia perfeitamente o que eu estava vivendo. Eu era uma quase formanda em Geografia e um “bixo” no Pead!
Tudo era novidade! Mas confesso... logo de cara não simpatizei com o tal blog...
Fiz uma segunda postagem. Era outra poesia... de Brecht! Depois fiquei mais de um mês sem postar nada! Foi aí que aconteceu... Levei o meu primeiro (de muitos outros que estavam por vir) puxão de orelha! (risos)
Realizei outra postagem. Esta referiu-se à Escola da Ponte. E o propósito dela foi compartilhar uma experiência que eu havia vivido no curso de Geografia (que eu cursava concomitantemente ao pead).
A próxima postagem dizia respeito à interdisciplina Fundamentos da Alfabetização. Nela conceituei alfabetização e letramento.
Mais tarde, realizei 6 postagens que nada tinham a ver com as interdisciplinas até então cursadas. Eu as realizei apenas para “cumprir tabela”. Eram postagens superficiais e bobas. Eu não gostava (e ainda não gosto) de ter a obrigação de escrever no blog.
Estas foram as minhas interações com o blog nos eixos I e II do curso: pouco (ou nada) produtivas!
Em contrapartida, interagi bastante com os novos colegas, até porque para alcançarmos os "veteranos", tivemos encontros presenciais adicionais; isto permitiu que eu conhecesse e socializasse com os colegas, construindo muitas aprendizagens não registradas neste blog.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Décima semana de estágio: Que sufoco!!!

O documentário finalmente nasceu!
Nosso filme ficou com cerca de 30 minutos. Eu o montei no programa Movie Maker. Porém, eu não consegui salvar o projeto como filme (sempre acabava dando pane e não funcionava). Assim, na sexta-feira - último dia de estágio, levei a minha cpu (onde estava o projeto) e instalei o datashow da escola nela. Conseguimos assistir o filme! Os alunos amaram! A medida em que eles assistiam iam tecendo comentários do tipo: “olha lá eu!' “é tu, fulano!”...
Foi uma experiência e tanto! (para mim e para eles...)
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Depois de uma semana tentando eu finalmente consegui salvar em formato de filme o supracitado projeto!!! Deu muito trabalho, tive de refazer TUDO, iniciando o projeto de vídeo do zero. Eu peguei slide por slide de vídeo e transformei para MPG; em seguida fui montando no storyboard. Precisei "fatiar" o projeto em nove partes e baixar ao máximo a resolução. Só depois disso consegui salvar como filme.
Depois de salvar os 9 filmes, eu transformei cada um deles (de MPG para 3GP) para conseguir publicar no YouTube.
Detalhe: para chegar ao procedimento que descrevi, passei horas fuçando na internet, buscando ajuda em fóruns especializados! Foi bem desgastante.

Mais adiante estarei postando os vídeos aqui, ok?!!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Nona semana de estágio – muitas atividades!



Ao longo da semana realizamos (a turma e eu) inúmeras atividades. Trabalhamos com a questão ambiental, em comemoração à passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente (produzimos um germinal e confeccionamos cartazes), realizamos uma avaliação escrita, trabalhamos com a música Desengonçada (da Bia Bedran), recebemos a visita da tutora Simone, participamos da Feira de Ciências da nossa escola etc... enfim, foram atividades envolventes e significativas!

Oitava semana – Onde está o currículo oculto?

Dando-me conta de que em minhas reflexões eu ainda não havia contemplado a questão currículo oculto – uma vez que costumo me prender muito aquilo que é formal – busquei o que de mais relevante havia acerca disso (dentro do contexto de minha prática pedagógica). Vasculhei pensamentos. Encontrei então a questão ludicidade: os atos de brincar, cantar, divertir-se...
Ok, mas onde estão as evidências? Como provar a existência de um espaço lúdico na sala de aula?
Fui à cata. E certa manhã, naquela semana, perguntei a turma como quem não queria nada:
Pessoal, digam pra profe quando é que a gente brinca e canta na escola?
Respostas surgiram como uma avalanche. Fiz um apanhado e sintetizei:

  • gostamos muito de cantar, aliás costumamos cantar durante a realização das atividades;
  • sempre que um de nós conclui a atividade proposta, a profe deixa pegar um brinquedo da estante e brincar;
  • no finalzinho da aula, depois da última tarefa, sempre sobram uns minutinhos... brincamos com massinha de modelar ou com os brinquedos que trazemos de casa!
  • no horário do almoço, enquanto aqueles que querem comer vão ao refeitório com a profe, os demais ficam brincando no pátio; quando a profe chama para escovar os dentes a brincadeira acaba!
  • e quando os colegas estão muito agitados, com dificuldade de concentração a profe deixa a gente brincar uns minutinhos no pátio, depois voltamos à sala e realizamos tudo com muito gosto!

E, para corroborar a importância do brincar uma fala de Winnicott: “é no brincar, e talvez apenas no brincar, que a criança ou o adulto fruem sua liberdade de criação.” (Winnicott, 1975, p.79).

domingo, 20 de junho de 2010

SÉTIMA SEMANA DE ESTÁGIO

Olá!


Vocês devem estar se perguntando: e o documentário, hein? Pois bem, a saga continua! (risos)

Nessa semana resolvi mudar a tática. Utilizei o período da hora do conto (que é com outra professora) para realizar as filmagens com uma dupla de alunos. De certa forma deu certo, porque consegui gravar o vídeo. Mas por outro lado, não gostei; pois privei estes alunos de participarem da mesma atividade que o grande grupo participava. No fim acabei me sentindo mal... mas isso passou, afinal estou estagiando, ou seja, estou num período de experimentações. Valeu a experiência!

Sexta semana de estágio

Durante a sexta semana de estágio realizamos muitas atividades, contemplando assim o planejamento semanal. Dentre elas, ensaios periódicos para a presentação de nossa turma no já tradicional Chá das Mães, de nossa escola. Além de ofertarmos a música Meteoro da Paixão produzimos uma apresentação em ppt para as mães. Esta segue logo abaixo:

terça-feira, 1 de junho de 2010

QUINTA SEMANA DE ESTÁGIO

Durante a quinta semana de estágio, minha turma e eu trabalhamos muito em cima das práticas da leitura hipotética, da escrita e da oralidade. Assim, não pude deixar revisitar os materiais disponibilizados pela interdisciplina Linguagem e Educação; principalmente o texto 3 do módulo 3 “Tem um monstro no meio da história (GURGEL, 2009)”. Desse documento destaco duas falas bem interessantes e que foram ao encontro da minha proposta de trabalho naquele período:


"Ao ouvir histórias, a criança cria hipóteses sobre como se sentiria se estivesse frente aos mesmos dilemas e situações do personagem”. (Gilka Girardello)

“Ao construir narrativas, a criança brinca com a realidade e encontra um jeito próprio de lidar com ela”. (Thais Gurgel)

A seguir algumas narrativas produzidas pelos estudantes da minha turminha.





sábado, 22 de maio de 2010

QUARTA SEMANA DE ESTÁGIO

Olá! Vocês devem estar curiosos para saberem se está correndo tudo bem em relação à produção do documentário, não é mesmo? Pois bem, lá no pbworks eu já publiquei as novidades. Mas como eu sei que alguns de vocês, leitores, não têm acesso aquela página vou colar aqui umas passagens do post para vocês se interarem, ok?!!
Lá vai...
"Consegui realizar todas as atividades as quais me propus, à exceção da apresentação do numeral 10 e sua respectiva tarefa de fixação, visto que na terça-feira, dia 4, recebemos a visita do prefeito Brum em nossa escola. Ele veio acompanhado de seu vice, Giovane e da secretária municipal de educação, Jussara e de assessores da SMED; o propósito da visita era entregar os “kits escolares 2010”. Então, naquele dia deixamos de contemplar a atividade com o numeral 8, que foi protelada para a aula seguinte (05/05). Consequentemente o numeral 9 ficou para o dia 6 e no dia 7 as atividades previstas não deixavam brecha para a apresentação do numeral 10.
Ainda sobre a visita do prefeito. A minha turma foi escolhida para a entrega simbólica dos kits escolares; aproveitei a deixa para filmar a ocasião – certamente este material fará parte de nosso documentário!
Aliás, sobre as filmagens eu gostaria de deixar registrado o quanto foi difícil realizá-las. Na segunda-feira nós combinamos o que iríamos perguntar às pessoas que entrevistaríamos bem como quem seriam estas pessoas; também acertamos como se daria a escolha dos “entrevistadores do dia” (a cada nova filmagem uma dupla de alunos seria sorteada e sairia com a professora, os demais alunos ficariam na sala de aula realizando alguma tarefa).
Na terça-feira pusemos em prática o combinado. Ocorreu que os alunos entrevistadores ficaram tímidos e esqueceram o que iriam perguntar e os outros fugiram da sala para ver o que os coleguinhas estavam fazendo com a professora.
Na quarta-feira decidi mudar a tática. Levei os alunos para realizarem a entrevista no pátio. Mas aí, os alunos da turma que estava tendo aula de educação física ficaram ao redor dos meus alunos, ridicularizando o trabalho dos pequenos. É claro que os meus alunos ficaram chateados e o resultado não foi bom. Preciso pensar em algo diferente para a próxima semana..."
E aí, conseguiram sentir/imaginar um pouquinho do sufoco pelo qual passei?? Juro que eu pensei que seria mais fácil... ou melhor, que não seria assim TÃO difícil!

TERCEIRA SEMANA DE ESTÁGIO - Esta foi uma semana bem curtinha...

Nesta semana tive apenas as duas primeiras aulas para estar efetivamente com os meus alunos. Pois na quarta-feira participei do Dia da Educação em minha escola e na quinta e na sexta-feira, do Seminário Municipal de Educação. Os trabalhos de sala de aula contemplaram o corpo e os cinco sentidos, basicamente. Consegui realizar tudo o que foi proposto no planejamento.
Mas nessas aulas não inovei em nada (estou sendo sincera!). Fiz apenas aquilo que sempre fiz quando trabalhei esses conteúdos: manipulação de objetos concretos e mapeamento do corpo. Confesso que agora, ao escrever isto, me senti um tanto retrógrada!!! Será que faltou inspiração na ocasião?! Sei lá... mas os objetivos foram alcançados!

Estagiando - segunda semana


Olá!
Como eu já lhes contei na postagem anterior, estou trabalhando para desenvolver um documentário com a minha turma. Pois bem, não sei se já disse - e se assim o fiz vou repetir - mas esta arquitetura irá permear os conteúdos e as habilidades previstas para os trabalhos do primeiro trimestre com esta turma. Friso isto porque quando comento com as pessoas não-peadianas sobre a construção do documentário, elas costumam me questionar sobre o "resto". Então, aclarando as coisas, o dito resto (leia-se conteúdos) não será prejudicado em função da arquitetura, muito pelo contrário; esta servirá de viés para que as coisas aconteçam. (Será que ficou claro?!!)
Adiante.
A partir de agora, vou colar aqui partes da reflexão que realizei sobre a minha prática docente (referente à  2ª semana); farei isto aqui porque lá no pbworks só poderá ter acesso ao post quem estiver autorizado, uma vez que aquele é um espaço privado. Ok?!

"Abrimos os trabalhos da segunda semana com a abordagem da temática indígena.
Inicialmente perguntei ao grupo se conhecia/já tinha visto um índio. Alguns alunos disseram-me que já haviam visto na tv. Outros afirmaram que “o índio usa pena na cabeça” e que “ele anda pelado”. Houve quem dissesse que o “índio mora na floresta”.

Discutimos esses conhecimentos prévios e tentei desconstruir esta visão romântica acerca dos índios. Contudo, creio que não atingi o meu propósito pois os alunos demonstraram não conseguir compreender como os indígenas poderiam ser tão diferentes daquilo tudo que já haviam visto na mídia e nos livros de literatura infantil. Há que se considerar, sei bem, a faixa de idade dos alunos (6 anos) porém, a falta de elementos concretos na discussão tornou-a improdutiva. Senti-me um tanto frustrada nessa ocasião.

Por outro lado, a gurizada se divertiu cantando e dançando a música “Os indiozinhos”. A confecção de máscaras foi outro momento de descontração.

Então, mais tarde, dialogando um pouco com Freire a frustração aumentou ainda mais. Pois ele sempre nos mostrou que o professor deve fazer do ensinar um ato político, desoprimindo o educando e oferecendo-lhe meios para a construção de novos saberes. E isto não houve na minha aula. Muito pelo contrário, mantive meus alunos alienados...
 
Pessoal, nesse dia eu fiquei tão chateada... vocês nem imaginam... me senti uma professorinha em início de carreira!
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Agora vou colar mais alguns trechos (destes eu gostei!):
 
"Nesta semana tivemos mais um contato com o ambiente informatizado (AI) da escola, dessa vez trabalhamos com uma ferramenta do GCompris onde foi possível montar tangrans virtuais. Devido a notável satisfação dos alunos ao retornarem do AI, aproveitei para puxar um gancho para o desenvolvimento da afetividade em relação à instituição escola; perguntei-lhes se gostaram do “jogo” apresentado e frisei o quanto era legal o fato de a escola proporcionar momentos prazerosos como aquele.
Linkei o tangram virtual às formas geométricas que apresentei à turma. Trabalhei somente com 4 formas: quadrado, círculo, triângulo e retângulo. Mostrei os seus recortes em E.V.A nomeando-as. Em seguida ofereci uma atividade em folha.
Mais tarde sugeri que a turma se organizasse em duplas e localizassem, dentro da sala, objetos que se assemelhassem às formas estudadas. Estes objetos foram fotografados pelas duplas. A cada foto tirada eu registrava no quadro a ação. Exemplo: uma dupla localizou na letra “A” a forma triangular e fotografou; então eu registrei no quadro os nomes das duas crianças, a letra A e o desenho do triângulo.
Após todas as duplas terem fotografado tivemos então o relatório completo. Realizamos a discussão e a análise do mesmo.
Combinei com a turma que na próxima aula eu traria as fotos impressas para que pudéssemos construir um cartaz. E assim o fiz.
Nesse cartaz coletivo as duplas colaram as suas respectivas fotos ou seja, as fotos produzidas na aula anterior, classificando-as em relação à forma.
Sobre a atividade telefone sem fio das formas geométricas (brincadeira proposta para o período de recreação) eu gostaria de destacar uma curiosidade: a palavra que estava sendo cochichada nos ouvidos e levada à diante era triângulo; ocorreu que lá pelas tantas a palavra se perdeu e acabou sendo revelada ao grupo como “aquela da casinha”. Achei isto bem interessante pois evidenciou aprendizagem. Veja, o aluno que ouviu a palavra triângulo por certo não conseguiu pronunciá-la, mas sabia do que se tratava pois relacionou o que ouviu à maneira como ele anteriormente conhecia aquela dada forma. Achei isso o máximo!"

Sobre estes últimos trechos tenho algo a dizer:
Todas as atividades que propus relacionadas à matemática anteriormente não faziam parte de minha prática de sala de aula. Outrora eu preferiria manter-me focada apenas nas conhecidas "folhinhas mimeografadas". Posso dizer que foi graças à interdisciplina Representação do Mundo pela Matemática que passei a utilizar as formas geométricas (e a equiparação delas com coisas de uso cotidiano) como objetos de estudo. Ah, e o emprego de TIC'S é legado das interdisciplinas Seminário Integrador!