domingo, 12 de abril de 2009

Produção textual coletiva

Este textinho foi produzido por minha turma de terceiro ano!


Passeio por Alvorada

Saímos de nossa escola em um ônibus escolar com destino ao Distrito Industrial de Alvorada. Lá, descobrimos que existem várias empresas em nossa cidade.
Passamos pela rodovia 118 e avistamos a igreja e também a primeira escola construídas em Alvorada.
Em seguida entramos na Estrada da Palha, vimos o alagadiço do rio Gravataí, passamos pela Central de Remates e seguimos em direção ao aterro sanitário. Depois fomos conhecer o arroio Feijó, que separa Alvorada de Porto Alegre.
Seguimos rumo ao “cinturão verde” que é uma área de preservação de mata nativa; lá conhecemos a “Cascata do Xangô”. Também vimos o “horto municipal”. Infelizmente por causa de uma obra não pudemos visitar a Lagoa Negra.
Passeamos pela Lagoa do Cocão, lá paramos para lanchar e brincar.
Depois dessa parada para o descanso, seguimos de volta para a escola. No caminho passamos pela praça central e vimos o camelódromo, a biblioteca e a prefeitura.
Voltamos para a escola satisfeitos. Pois o passeio foi legal e nós aprendemos muito.

Depois de dar um tempo... produzimos aprendizagem!

Agora que vocês já conhecem o filme "Dá Um Tempo" vou contar minha experiência!

Como eu já tinha dito, nossa turma assistiu ao filme (produção alvoradense) “Dá Um Tempo”. Posteriormente a isto, discutimos alguns fatos sinalizados pelo filme, tais como: pontos turísticos de Alvorada; locais, populares e figuras ilustres identificadas ao longo da projeção; violência urbana; a questão do subemprego e eventos marcantes no município. O enredo do filme ficou relegado ao segundo plano de nossa discussão.
Depois dessa calorosa troca de idéias entre o grupo, a professora (eu, no caso) anunciou a possibilidade de um passeio na semana seguinte: um tour por Alvorada. Contudo, os alunos teriam uma tarefa prévia a ser executada em casa, junto aos seus familiares: listar uma série de localidades interessantes existentes em Alvorada (para futura visitação); investigar, por meio de conversa informal, qual a impressão que seus familiares tinham daquele município e realizar um levantamento das empresas (lojas e/ou indústrias) existentes na cidade.
O próximo passo do processo foi o passeio propriamente dito. Um ônibus escolar nos buscou em frente à escola e nos levou a pontos interessantes e, inclusive, desconhecidos de Alvorada.
O mais interessante, ao meu ver, foram os links construídos pela turma a partir das imagens projetadas pelo filme anteriormente assistido. Ao passarmos pelo pórtico da cidade os alunos apontavam deslumbrados enquanto diziam: “profe, era aqui que o Jorge – protagonista do filme – aparecia correndo no início do filme, bem na entrada da cidade!” ou “profe, a gente ainda não passou pelo colégio do Jorge, né?!” ou ainda “olha ali profe, a Carlesso (uma loja de materiais de construção) era ali que a Laíssa Golf – co-protagonista do filme – trabalhava!” Afora estas intervenções, muitas outras brotaram ao longo de nosso passeio. Além disso, muitos registros fotográficos foram levados para a escola, como lembrança daquele momento gostoso de descobertas e descontração!
Na aula imediatamente posterior à realização do passeio, conversamos a respeito de nossas novas impressões acerca da cidade. A conversa rendeu bons frutos. Em seguida, convidei a turma para a construção de um texto coletivo, relatando nossa peripécias; os alunos concordaram e o resultado final foi excelente, demonstrando o aprendizado do grupo.
Esse é apenas um fragmento do trabalho, muitas outras atividades foram desenvolvidas a a partir da projeção daquele filme como a exposição de fotos, a construção de maquetes e o jogo de trilha.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Dá um tempo!!!!

Oi pessoal!
Quem atua nas escolas de Alvorada já deve ter ouvido falar do filme "Dá Um Tempo", não é mesmo?!!
Pois bem, resolvi projetá-lo para minha turminha de terceiro ano; e como deu "pano pra manga"... mas isso fica pras próximas postagens (contarei tudinho)! Minha intenção neste momento é apresentar para aqueles que ainda não conhecem, obviamente, o enredo dessa excelente produção local.
Assistam o vídeo a seguir, vale a pena conferir!

P.s.: aguardem as próximas postagens!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Relembrando o início do ano letivo - Município de Alvorada


O corrente ano letivo, em Alvorada, teve uma bela cerimônia de abertura promovida pela Smed. Nós, educadoras/es, fomos brindadas/os pela presença do professor Vasco Moretto e sua palestra "O dia-a-dia do professor competente em aula".


Conforme o professor Moretto, existem alguns pilares que sustentam e equilibram a competência: conteúdo, habilidade, linguagem, valores culturais e administração emocional.


Registro a seguir uma fala do professor... (Fala que me deixou bastante intrigada, levando-me a uma longa reflexão solitária.)

"Competência não se alcança, desenvolve-se!"
P.s.: o contato de Vasco Moretto é moretto@terra.com.br




Recomeçar



Depois de merecidas férias... o recomeço!

Este post é só para dizer-lhes (companheiros de Pead) que é muito bom poder "voltar a ativa" ao lado de pessoas tão especiais...
Um bom recomeço para todos nós! Um excelente 2009!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sala de aula: lugar de ser feliz!

Vejam como são lindinhos os meus alunos!

Concentração momentos antes da "Caminhada da Primavera"... só alegria!

Proposta de trabalho a partir da leitura do livro "O cabelo de Lelê"



O cabelo de Lelê
O livro “O cabelo de Lelê” conta a história de uma menina, Lelê. Ela não consegue compreender porque os seus cabelos são tão cacheadinhos e então, resolve buscar a resposta em um livro... e acaba encontrando!
Lelê descobre que seus cabelos são herança de seus antepassados, africanos.
E, além disso, Lelê aprende que em cada cachinho de seu cabelo existe um pedaço de sua história.
Síntese do livro “O cabelo de Lelê”, pela professora Márcia Regina S. Souza.
O cabelo de Lelê/Valéria Belém; ilustrações Adriana Mendonça – São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2007.


Proposta de trabalho: livro de auto-retratos
O trabalho desenvolvido pela professora Márcia com a turma 21 visava atingir os seguintes objetivos:
Conhecer o livro “O cabelo de Lelê”;
Dialogar sobre a diversidade étnica;
Valorizar as diferentes estéticas humanas;
Reconhecer-se enquanto sujeito único.


Cultura Afro

Ao longo do mês de novembro, trabalhei com minha turma de segundo ano um projeto referente a cultura afro-brasileira. Nesta proposta os alunos pesquisaram sobre o assunto, realizaram atividades diversas e produziram trabalhos belíssimos. Confira nos slides abaixo.

sábado, 29 de novembro de 2008

(Re)pensando a Gestão Democrática

Gestão Democrática é o processo político pelo qual os membros integrantes da escola discutem, deliberam e planejam, solucionam problemas e os encaminham, acompanham, controlam e avaliam o conjunto das ações voltadas ao desenvolvimento da própria escola. Este processo, sustentado no diálogo e na alteridade, tem como base a participação efetiva de todos os segmentos da comunidade escolar, o respeito a normas coletivamente construídas para os processos de tomada de decisões e a garantia de amplo acesso às informações aos sujeitos da escola.
Assim, por Gestão Democrática Escolar entendo uma administração onde a tomada de decisões se dá pelo coletivo da escola. Ou seja, em uma gestão desse tipo não há espaço para o autoritarismo e para a exclusão. A escola pertence a todos e todos sabem disso, assumindo responsabilidades, cumprindo seus deveres e tendo os seus direitos respeitados.
A participação de todos os segmentos escolares é a base para a construção do Projeto Político Pedagógico (PPP) de forma coerente, visando a democratização das relações de poder e o respeito à própria comunidade escolar.
PPP e Regimento Escolar (RE) estão solidamente ligados. Ao passo que o PPP norteia as ações da escola e o RE normatiza estas ações, estabelecendo e garantindo a Gestão Democrática.
Contudo, percebo que ainda existem grandes entraves à Gestão Democrática, uma vez que:
A cultura democrática é ainda pouco consolidada nos segmentos diversos da sociedade;
Existem dificuldades em entender a importância do Controle Social;
Há resistência à socialização do poder;
Ocorre a visão patrimonialista;
Existe pequena vontade política por parte dos gestores ou mesmo contrariedade à idéia de participação política.
Seguiremos pensando e (re)pensando a Gestão Democrática...

Tardif: refletindo acerca de alguns de seus ensinamentos

Trabalhei com alguns textos de Tardif na interdisciplina EPPC e posso afirmar: não há como discordar de suas idéias.
Nesta obra, “Saberes docentes e formação profissional” o autor discute acerca dos saberes que servem de base para os professores realizarem seu trabalho em sala de aula. Além disso, sugere que reflitamos acerca do papel do professor enquanto construtor de saberes inerentes à prática pedagógica, considerando suas competências e habilidades.
O autor chama à atenção para o fato de os pesquisadores e intelectuais da educação não levarem em consideração os saberes do professor, tampouco a sua capacidade de produção de conhecimentos frente à sua profissão.
Tardif contesta o fato de os educadores serem tidos como meros executores de tarefas, em face disso propõe que a subjetividade do professor seja colocada de lado nas pesquisas, abrindo espaço para o professor enquanto sujeito atuante.
O autor também indica mudanças em relação à formação dos professores. Acredita que deveria ser dada voz à classe docente, em outras palavras, dar-lhes o direito de opinar quanto à profissionalização dos mesmos.
Tardif crê que haja uma grande desvalorização dos professores.
Ele adverte que não há união entre grande parte dos profissionais da educação.
Lembra, ainda, Tardif que o mundo acadêmico não leva em consideração os saberes dos professores de profissão.
Penso que existe realmente um grande preconceito em relação aos profissionais da educação, especialmente os professores. Mas o que mais me surpreende é que este preconceito não parte tão somente daqueles que estão de fora do ambiente escolar, mas que estas discriminações ocorrem principalmente entre os próprios colegas de profissão.
Muitas vezes os colegas, professores de área das séries finais, lançam olhares carregados de discriminação às “professorinhas do currículo”, como costumamos ser taxadas.
Em contrapartida, esses mesmos professores que discriminam as colegas do currículo sofrem preconceito por parte dos professores que atuam no ensino médio.
Então eu me pergunto: por que ao invés de nos unirmos em prol de um objetivo maior, como melhores condições de trabalho, por exemplo, perdemos tempo numa disputa de vaidades que não irá nos levar a lugar algum? Infelizmente até hoje ainda não consegui encontrar uma resposta!