Atividade publicada no Rooda em 02/06/09 para a interdisciplina QERESH.
A) Considerando sua prática docente, a leitura do texto sugerido, faça entrevistas com, no máximo, 04 alunos(as) negros(as), onde a pergunta desencadeadora seja “Como você se sente como aluno(a) negro(a) nesta escola?” Cuidados: a) a entrevista deverá ser em lugar tranqüilo, onde estejam apenas entrevistador(a) e entrevistado(a); b) tenha paciência em ouvir, estabelecendo um clima empático; c) cuide para não falar pelo(a) aluno(a) e nem com ele(a).
Registre as colocações e depois elabore o relato caracterizando quanto à auto imagem, auto-estima, identidade étnica e desempenho em seu webfólio.
B) A partir do texto Auto Imagem e Auto-Estima na Criança Negra: um Olhar sobre o seu Desempenho Escolar de Marilene Leal Paré, identificar as dimensões da expressão afro-cultural observadas em seus alunos afro-descendentes. Elaborar um pequeno texto, em torno de 03 páginas, destacando as relações dessas dimensões com o cotidiano da sala de aula e publique no Webfólio.
Realizei as entrevistas com dois meninos de sete anos de idade. Ambos são meus alunos em uma turma de segundo ano do Ensino Fundamental, na escola estadual Mário Quintana, em Alvorada.
A preparação para a aplicação da entrevista:
Ao dar o sinal para o recreio, solicitei que Nícolas e Manoel permanecessem na sala comigo, pois eu precisaria da ajuda deles. Então eu expliquei a eles que eu precisaria fazer um trabalho para a faculdade e que este trabalho consistiria em entrevistar algumas crianças negras para saber “como elas pensavam sobre determinadas coisas”. Convidei-os a participar. Eles toparam.
A entrevista propriamente dita:
Eu – Muito bem, vamos às perguntas então, rapazes... Quais as idades de vocês?
Nícolas (N) – sete anos.
Manoel (M) – sete também.
Eu – Qual a brincadeira predileta de cada um de vocês?
N – Pega-pega.
M – Futebol.
Eu – Quem é o seu melhor amigo e qual a cor da pele do amigo?
N – Eliton, branco
M – Milena, branca.
Eu – Na hora da brincadeira, a cor da pele faz alguma diferença?
N – Nenhuma!
M – Pensa um pouco e responde: não, só quando tem líder; daí a gente nunca é!
Quem manda é sempre branquinho!
Eu – Você concorda com ele, Nícolas?
N – Não acho não. Porque quando tem brincadeira de mandar, quem manda sempre é a Lindisen e ela é da nossa cor. Acho que o Manoel se enganou!
M – Nada a ver. É sempre a Lindisen que manda porque ela já sabe ler.
N – Mas tu também já sabe...
M – Mas ela lê mais rápido que eu!
Eu – Se vocês pudessem escolher a cor de suas peles, como prefeririam?
N – Melhor ser negro, porque negro é famoso. Tu viu o Obama profe? Meu pai disse que ele manda no mundo e o mundo todo respeita ele. Ele é da minha cor...
M – Eu gostaria de ser branco porque já tenho parentes brancos e eu acho a cor branca mais bonita. Meu pai deixou minha mãe pra ir morar com uma branca, já até tem um filho com ela...
Eu – Ok meninos, pra gente fechar nossa entrevista: como vocês se sentem enquanto alunos negros aqui na escola? E por quê?
N – Ué, normal profe! Eu sou igual a todo mundo, só a minha cor que é diferente.
M – Bem, eu gosto da escola e de ti. Todo mundo brinca comigo. Só que se eu fosse branco eu ia mandar mais nas brincadeiras... mas eu tô bem assim.
Apreciação da entrevista:
Antes de termos nossa última aula presencial eu não tinha idéia de como abordar alguns alunos para a aplicação dessa entrevista. A partir do diálogo travado na presencial pude perceber que tratava-se de algo bastante simples, penso que me assustei demasiadamente em função das discussões ocorridas por meio da lista de e-mails.
Outro indicador de extrema relevância proveniente da aula presencial foi o ponto de partida da entrevista. Observei que a maioria dos colegas que relatou ter iniciado pela pergunta “como você se sente como aluno negro nessa escola?” acabou ficando sem material, uma vez que os alunos respondiam que não existia qualquer tipo de problema. Assim, decidi deixar esta questão por último.
Sobre as dimensões das expressões afro-culturais:
Observando as respostas dadas pelos alunos Nícolas e Manoel pude constatar alguns pontos-chave: discriminação, alta auto-estima, desvalia pessoal, família, amor pela escola, as amizades com os colegas, auto imagem positiva e a normalidade em ser negro.
Penso que Nícolas é uma criança feliz em ser como é. Ele é firme em suas respostas, demonstrando a postura de uma criança com personalidade moldada em princípios e crenças bem alicerçados. Já Manoel, apesar de tentar demonstrar alegria em ser como é, deixa transparecer que existe ai uma certa infelicidade ou inconformidade; talvez até por um possível trauma causado pelo fato do pai ter abandonado a mãe em função de uma outra mulher, branca.
São duas crianças com pensamentos distintos mas que preocupam-se em se perceberem como indivíduos “normais” (como se não fossem!). Percebe-se ai a sombra da discriminação e seus fantasmas.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Desenvolvimento Moral
Atividade publicada no Rooda em 14/06/09 para a interdisciplina Psico II.
Aula 11 – Desenvolvimento Moral
Ler o texto Significações de Violência na Escola: equívocos da compreensão dos processos de desenvolvimento moral na criança? de autoria de Jaqueline Santos Picetti, que se encontra na biblioteca do Rooda. Após a leitura, relate uma situação experienciada em sua sala de aula e procure, ao mesmo tempo, como fez a pesquisadora, analisá-la teoricamente com base no referencial piagetiano sobre o desenvolvimento moral.
Adorei o texto de Jaqueline Picetti. Ele ilustra, de maneira bastante clara, as situações comumente vivenciadas por nós, professoras, em sala de aula. Aliás, posso dizer que esse texto fez-me lançar um outro olhar acerca das “atitudes violentas” de meus alunos.
Realmente, como sugere o texto, costumamos tachar nossos alunos a partir de idéias pré concebidas por nós. Quantas e quantas vezes eu mesma já não tive pensamentos deterministas ou preconceituosos (legado familiar ruim) em relação aos estudantes de minhas turmas? Muitas!
A situação que vou relatar a seguir é bastante semelhante aquela descrita por Jaqueline.
Cerca de duas semanas atrás, eu havia levado minha turma de terceiro ano para almoçar. Após o almoço a turma tem o hábito de escovar os dentes. Enquanto uns terminam de almoçar os outros vão escovando os dentes e em seguida encaminhando-se à fila; alguns ainda aproveitam para brincar um pouquinho no pátio.
Nessa ocasião Abner resolveu brincar com Guilherme. Ele segurou o colega pelo pescoço, na altura da garganta. Guilherme se enfureceu com o colega e começou a chutá-lo. Abner então revidou, dando-lhe um soco no estômago.
Eu não vi o que aconteceu, pois eu estava cuidando daqueles que ainda almoçavam. Mas os colegas correram para me contar que Guilherme estava chorando. Então eu o chamei e ele relatou que Abner apertou o seu pescoço. Então, chamei o outro menino também. Foi aí que eles me esclareceram a situação e que eu descobri que a “atitude violenta” de Abner tratava-se de uma brincadeira, um “arreganho”, como eles costumam dizer.
Esclarecido o ocorrido os alunos pediram desculpas um ao outro e tudo ficou bem.
Nesse caso, a brincadeira desavisada de Abner pareceu a Guilherme como um ato de violência. Guilherme, sentindo-se agredido e revidou. Abner, sem entender o motivo da agressão, uma vez que ele estava iniciando uma brincadeira com o colega, agrediu-o novamente (agora sim com o sentido de agressão) pois havia sofrido um ato violento.
Aula 11 – Desenvolvimento Moral
Ler o texto Significações de Violência na Escola: equívocos da compreensão dos processos de desenvolvimento moral na criança? de autoria de Jaqueline Santos Picetti, que se encontra na biblioteca do Rooda. Após a leitura, relate uma situação experienciada em sua sala de aula e procure, ao mesmo tempo, como fez a pesquisadora, analisá-la teoricamente com base no referencial piagetiano sobre o desenvolvimento moral.
Adorei o texto de Jaqueline Picetti. Ele ilustra, de maneira bastante clara, as situações comumente vivenciadas por nós, professoras, em sala de aula. Aliás, posso dizer que esse texto fez-me lançar um outro olhar acerca das “atitudes violentas” de meus alunos.
Realmente, como sugere o texto, costumamos tachar nossos alunos a partir de idéias pré concebidas por nós. Quantas e quantas vezes eu mesma já não tive pensamentos deterministas ou preconceituosos (legado familiar ruim) em relação aos estudantes de minhas turmas? Muitas!
A situação que vou relatar a seguir é bastante semelhante aquela descrita por Jaqueline.
Cerca de duas semanas atrás, eu havia levado minha turma de terceiro ano para almoçar. Após o almoço a turma tem o hábito de escovar os dentes. Enquanto uns terminam de almoçar os outros vão escovando os dentes e em seguida encaminhando-se à fila; alguns ainda aproveitam para brincar um pouquinho no pátio.
Nessa ocasião Abner resolveu brincar com Guilherme. Ele segurou o colega pelo pescoço, na altura da garganta. Guilherme se enfureceu com o colega e começou a chutá-lo. Abner então revidou, dando-lhe um soco no estômago.
Eu não vi o que aconteceu, pois eu estava cuidando daqueles que ainda almoçavam. Mas os colegas correram para me contar que Guilherme estava chorando. Então eu o chamei e ele relatou que Abner apertou o seu pescoço. Então, chamei o outro menino também. Foi aí que eles me esclareceram a situação e que eu descobri que a “atitude violenta” de Abner tratava-se de uma brincadeira, um “arreganho”, como eles costumam dizer.
Esclarecido o ocorrido os alunos pediram desculpas um ao outro e tudo ficou bem.
Nesse caso, a brincadeira desavisada de Abner pareceu a Guilherme como um ato de violência. Guilherme, sentindo-se agredido e revidou. Abner, sem entender o motivo da agressão, uma vez que ele estava iniciando uma brincadeira com o colega, agrediu-o novamente (agora sim com o sentido de agressão) pois havia sofrido um ato violento.
Atividade postada no Rooda em 26/04/09 para Psico II.
Aula 3 - Aprendizagem
Muitas vezes os processos de ensino e de aprendizagem são usados como sinônimos. Será que é assim mesmo? Depende da teoria que estiver embasando a nossa prática pedagógica.
A abordagem teórica que trabalharemos neste semestre entende a aprendizagem e o ensino como processos distintos. Nesta atividade propomos voltar nossa atenção para o processo de aprendizagem.
Para isso, pense em alguma aprendizagem que você tenha construído. Essa atividade não precisa estar ligada diretamente à aprendizagem escolar. Pode ser qualquer situação na qual você aprendeu algo novo.
O que aprendi de novo: pintura em gesso.
Bem, partirei desde o início para que eu possa me fazer entender.
Sempre admirei objetos de decoração. As africanas (estatuetas esguias, em gesso, pintadas à mão) me fascinavam; eu sempre quis adquirir ao menos uma, mas devido ao elevado valor deste objeto nunca o comprei.
Em meados do ano passado entrei em licença saúde, devido a uma depressão moderada. Orientada pelo médico a exercer um hobby, logo pensei nas estatuetas.
Lembrei que certa vez havia visto uma estatueta crua, em gesso, numa determinada loja. Então decidi voltar lá e comprá-la. Feito isso, me vi diante de uma interrogação: como pintá-la? Eu não sabia que tipo de tinta utilizar, que cores empregar e além disso, eu nem sabia que existiam técnicas de pintura! Como sanar este problema? Google! Fui à caça na internet.
Na rede, encontrei blogs com vários passo-a-passos de pintura em gesso, descobri materiais e inclusive técnicas. Isto me entusiasmou e me levou a por minhas descobertas em prática. E, a partir da prática, eu fui aprendendo.
Então, decidi fazer de minha aprendizagem um hobby. A partir daí passei a frequentar mais a loja de produtos para artesanato, fui descobrindo materiais, conversando com as atendentes e recebendo algumas dicas acerca do emprego de alguns produtos.
Hoje em dia, sempre que me sinto triste ou irritada eu pinto.
Além disso, já ensinei outra pessoa de meu convívio familiar a pintar. E juntos produzimos, inclusive, uma renda extra com a venda das estatuetas artesanais.
Aula 3 - Aprendizagem
Muitas vezes os processos de ensino e de aprendizagem são usados como sinônimos. Será que é assim mesmo? Depende da teoria que estiver embasando a nossa prática pedagógica.
A abordagem teórica que trabalharemos neste semestre entende a aprendizagem e o ensino como processos distintos. Nesta atividade propomos voltar nossa atenção para o processo de aprendizagem.
Para isso, pense em alguma aprendizagem que você tenha construído. Essa atividade não precisa estar ligada diretamente à aprendizagem escolar. Pode ser qualquer situação na qual você aprendeu algo novo.
O que aprendi de novo: pintura em gesso.
Bem, partirei desde o início para que eu possa me fazer entender.
Sempre admirei objetos de decoração. As africanas (estatuetas esguias, em gesso, pintadas à mão) me fascinavam; eu sempre quis adquirir ao menos uma, mas devido ao elevado valor deste objeto nunca o comprei.
Em meados do ano passado entrei em licença saúde, devido a uma depressão moderada. Orientada pelo médico a exercer um hobby, logo pensei nas estatuetas.
Lembrei que certa vez havia visto uma estatueta crua, em gesso, numa determinada loja. Então decidi voltar lá e comprá-la. Feito isso, me vi diante de uma interrogação: como pintá-la? Eu não sabia que tipo de tinta utilizar, que cores empregar e além disso, eu nem sabia que existiam técnicas de pintura! Como sanar este problema? Google! Fui à caça na internet.
Na rede, encontrei blogs com vários passo-a-passos de pintura em gesso, descobri materiais e inclusive técnicas. Isto me entusiasmou e me levou a por minhas descobertas em prática. E, a partir da prática, eu fui aprendendo.
Então, decidi fazer de minha aprendizagem um hobby. A partir daí passei a frequentar mais a loja de produtos para artesanato, fui descobrindo materiais, conversando com as atendentes e recebendo algumas dicas acerca do emprego de alguns produtos.
Hoje em dia, sempre que me sinto triste ou irritada eu pinto.
Além disso, já ensinei outra pessoa de meu convívio familiar a pintar. E juntos produzimos, inclusive, uma renda extra com a venda das estatuetas artesanais.
Mosaico étnico-racial
Esta postagem traz uma atividade proposta pela interdisciplina QERESH que foi publicada no Rooda em 24/04/09.
Proposta de trabalho:
A atividade se desdobra em três momentos:
a) Elaborar um mosaico étnico-racial em conjunto com seus alunos. Vocês podem utilizar diferentes recursos visuais, como desenhos, pinturas, colagens, fotografias... Faça um grande painel e estimule outros colegas a participar desta atividade, montando uma linda exposição na escola.
b) Após a elaboração do mosaico, discutir com seus colegas através do Fórum as impressões e reflexões suscitadas.
c) Elabore um texto com suas descobertas.
Poste no Webfólio uma imagem digitalizada do mosaico, bem como um texto com suas descobertas.
Como o trabalho foi elaborado:
A atividade foi proposta a uma turma de terceiro ano do ensino fundamental.
Foram necessárias duas aulas para que conseguíssemos concluir a atividade.
Inicialmente trabalhei com o grupo de alunos uma poesia da Ruth Rocha: Pessoas são Diferentes. Nós a analisamos e a discutimos. O grupo chegou a conclusão de que as pessoas são, de fato, diferentes sob vários aspectos. Em seguida fotografei os alunos presentes naquela aula, explicando que o procedimento faria parte de nossa próxima aula.
Na aula seguinte conversamos sobre a ancestralidade dos indivíduos que compunham aquela classe. Após isso, distribui uma folha de ofício para cada aluno e propus que a dobrassem ao meio a fim de vincá-la, marcando o meio desta. Em uma das metades da folha a criança deveria desenhar, da forma mais fidedigna possível, o seu auto-retrato e na outra metade, as pessoas que compõem o seu grupo familiar.
Realizada a atividade, distribui para cada criança a sua respectiva foto (tirada na aula anterior). A tarefa era simples: comparar a foto recebida com o auto-retrato e se necessário, realizar alguma anotação no caderno.
Concluído esse momento, cada aluno colou a sua produção no papel pardo, formando assim, um grande mosaico de imagens.
Depois de pronto, o mosaico serviu de instrumento de apreciação. Cada aluno apresentou ao grande grupo a sua produção, destacando as suas impressões e conclusões a partir da realização da tarefa.
A turma demonstrou satisfação ao realizar a atividade.
sábado, 23 de maio de 2009
A história de Peter
Após assistir o filme “A história de Peter” (recomendação proveniente da interdisciplina EPNE) teci algumas considerações que eu gostaria de compartilhar nesse espaço:
1) Penso que este filme tende a passar para quem o assiste uma visão romântica da inclusão de pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais. Uma vez que o vídeo nos remete a uma escola americana, com alunos extremamente maduros considerando as suas idades aparentes. O local onde a classe está inserida é amplo, cômodo e interativo. O número de alunos me parece adequado, sem excessos. Ou seja, por aí nota-se a discrepância em relação ao contexto no qual maior parte das escolas públicas gaúchas está inserido.
2) O vídeo não nos informa quais foram os mecanismos de apoio em horários inversos ao da escola. Será que Peter não era atendido por pedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos etc? Creio que sim. Não acredito que apenas o trabalho de inclusão desenvolvido pela professora junto a turma tenha sido capaz de modificar os hábitos e as atitudes de Peter.
3) Depois de assistir “A história de Peter” pus-me a refletir: eu, professora de escola pública de periferia, com os meus 38 alunos (vitimados pela sociedade) recebendo um aluno down agressivo como Peter... sinceramente, eu não conseguiria contornar a situação e incluí-lo. Tenho certeza de que muitos dos meus alunos não reagiriam pacificamente às atitudes do novo colega, assim como os pais e responsáveis pelos alunos da turma não entenderiam o fato de suas crianças estarem sendo “agredidas” em sala de aula.
Fica a pergunta: sonho ou pesadelo?
1) Penso que este filme tende a passar para quem o assiste uma visão romântica da inclusão de pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais. Uma vez que o vídeo nos remete a uma escola americana, com alunos extremamente maduros considerando as suas idades aparentes. O local onde a classe está inserida é amplo, cômodo e interativo. O número de alunos me parece adequado, sem excessos. Ou seja, por aí nota-se a discrepância em relação ao contexto no qual maior parte das escolas públicas gaúchas está inserido.
2) O vídeo não nos informa quais foram os mecanismos de apoio em horários inversos ao da escola. Será que Peter não era atendido por pedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos etc? Creio que sim. Não acredito que apenas o trabalho de inclusão desenvolvido pela professora junto a turma tenha sido capaz de modificar os hábitos e as atitudes de Peter.
3) Depois de assistir “A história de Peter” pus-me a refletir: eu, professora de escola pública de periferia, com os meus 38 alunos (vitimados pela sociedade) recebendo um aluno down agressivo como Peter... sinceramente, eu não conseguiria contornar a situação e incluí-lo. Tenho certeza de que muitos dos meus alunos não reagiriam pacificamente às atitudes do novo colega, assim como os pais e responsáveis pelos alunos da turma não entenderiam o fato de suas crianças estarem sendo “agredidas” em sala de aula.
Fica a pergunta: sonho ou pesadelo?
Hipokrat – dilema moral
Descobri este curta-metragem por acaso, navegando na internet. Nossa, que filme genial! Trata-se de Hipokrat, um vídeo turco. Ele tem tudo a ver com os conteúdos que estamos estudando na interdisciplina de Filosofia da Educação.
Vamos ao filme, conforme minha interpretação.
Um rapaz aguarda numa rua a chegada da namorada. Ao atravessar a rua, a moça é atropelada. A vítima é conduzida ao hospital em estado gravíssimo. O companheiro da moça implora ao médico que tente salvá-la.
O médico entra no quarto onde se encontra a moça e se espanta: eis que a vítima é a sua própria esposa. Então ele se dá conta de que houve uma traição e se vê diante de um dilema: cumprir com o seu dever de médico, confirmando o juramento feito no dia da formatura, ou vingar-se da notável traição, negando o socorro imediato?! Ele hesita. A moça morre.
A partir daí o filme então nos remete a mesma história porém, com uma inversão de papéis. Nesse caso, o traidor seria o marido.
O desfecho é o mesmo, mas o fim é diferente.
Assistam e descubram como esta história termina!
Quer ler a sinopse? Click aqui.
Vamos ao filme, conforme minha interpretação.
Um rapaz aguarda numa rua a chegada da namorada. Ao atravessar a rua, a moça é atropelada. A vítima é conduzida ao hospital em estado gravíssimo. O companheiro da moça implora ao médico que tente salvá-la.
O médico entra no quarto onde se encontra a moça e se espanta: eis que a vítima é a sua própria esposa. Então ele se dá conta de que houve uma traição e se vê diante de um dilema: cumprir com o seu dever de médico, confirmando o juramento feito no dia da formatura, ou vingar-se da notável traição, negando o socorro imediato?! Ele hesita. A moça morre.
A partir daí o filme então nos remete a mesma história porém, com uma inversão de papéis. Nesse caso, o traidor seria o marido.
O desfecho é o mesmo, mas o fim é diferente.
Assistam e descubram como esta história termina!
Quer ler a sinopse? Click aqui.
domingo, 12 de abril de 2009
Produção textual coletiva
Este textinho foi produzido por minha turma de terceiro ano!
Passeio por Alvorada
Saímos de nossa escola em um ônibus escolar com destino ao Distrito Industrial de Alvorada. Lá, descobrimos que existem várias empresas em nossa cidade.
Passamos pela rodovia 118 e avistamos a igreja e também a primeira escola construídas em Alvorada.
Em seguida entramos na Estrada da Palha, vimos o alagadiço do rio Gravataí, passamos pela Central de Remates e seguimos em direção ao aterro sanitário. Depois fomos conhecer o arroio Feijó, que separa Alvorada de Porto Alegre.
Seguimos rumo ao “cinturão verde” que é uma área de preservação de mata nativa; lá conhecemos a “Cascata do Xangô”. Também vimos o “horto municipal”. Infelizmente por causa de uma obra não pudemos visitar a Lagoa Negra.
Passeamos pela Lagoa do Cocão, lá paramos para lanchar e brincar.
Depois dessa parada para o descanso, seguimos de volta para a escola. No caminho passamos pela praça central e vimos o camelódromo, a biblioteca e a prefeitura.
Voltamos para a escola satisfeitos. Pois o passeio foi legal e nós aprendemos muito.

Passeio por Alvorada
Saímos de nossa escola em um ônibus escolar com destino ao Distrito Industrial de Alvorada. Lá, descobrimos que existem várias empresas em nossa cidade.
Passamos pela rodovia 118 e avistamos a igreja e também a primeira escola construídas em Alvorada.
Em seguida entramos na Estrada da Palha, vimos o alagadiço do rio Gravataí, passamos pela Central de Remates e seguimos em direção ao aterro sanitário. Depois fomos conhecer o arroio Feijó, que separa Alvorada de Porto Alegre.
Seguimos rumo ao “cinturão verde” que é uma área de preservação de mata nativa; lá conhecemos a “Cascata do Xangô”. Também vimos o “horto municipal”. Infelizmente por causa de uma obra não pudemos visitar a Lagoa Negra.
Passeamos pela Lagoa do Cocão, lá paramos para lanchar e brincar.
Depois dessa parada para o descanso, seguimos de volta para a escola. No caminho passamos pela praça central e vimos o camelódromo, a biblioteca e a prefeitura.
Voltamos para a escola satisfeitos. Pois o passeio foi legal e nós aprendemos muito.
Depois de dar um tempo... produzimos aprendizagem!
Agora que vocês já conhecem o filme "Dá Um Tempo" vou contar minha experiência!
Como eu já tinha dito, nossa turma assistiu ao filme (produção alvoradense) “Dá Um Tempo”. Posteriormente a isto, discutimos alguns fatos sinalizados pelo filme, tais como: pontos turísticos de Alvorada; locais, populares e figuras ilustres identificadas ao longo da projeção; violência urbana; a questão do subemprego e eventos marcantes no município. O enredo do filme ficou relegado ao segundo plano de nossa discussão.
Depois dessa calorosa troca de idéias entre o grupo, a professora (eu, no caso) anunciou a possibilidade de um passeio na semana seguinte: um tour por Alvorada. Contudo, os alunos teriam uma tarefa prévia a ser executada em casa, junto aos seus familiares: listar uma série de localidades interessantes existentes em Alvorada (para futura visitação); investigar, por meio de conversa informal, qual a impressão que seus familiares tinham daquele município e realizar um levantamento das empresas (lojas e/ou indústrias) existentes na cidade.
O próximo passo do processo foi o passeio propriamente dito. Um ônibus escolar nos buscou em frente à escola e nos levou a pontos interessantes e, inclusive, desconhecidos de Alvorada.
O mais interessante, ao meu ver, foram os links construídos pela turma a partir das imagens projetadas pelo filme anteriormente assistido. Ao passarmos pelo pórtico da cidade os alunos apontavam deslumbrados enquanto diziam: “profe, era aqui que o Jorge – protagonista do filme – aparecia correndo no início do filme, bem na entrada da cidade!” ou “profe, a gente ainda não passou pelo colégio do Jorge, né?!” ou ainda “olha ali profe, a Carlesso (uma loja de materiais de construção) era ali que a Laíssa Golf – co-protagonista do filme – trabalhava!” Afora estas intervenções, muitas outras brotaram ao longo de nosso passeio. Além disso, muitos registros fotográficos foram levados para a escola, como lembrança daquele momento gostoso de descobertas e descontração!
Na aula imediatamente posterior à realização do passeio, conversamos a respeito de nossas novas impressões acerca da cidade. A conversa rendeu bons frutos. Em seguida, convidei a turma para a construção de um texto coletivo, relatando nossa peripécias; os alunos concordaram e o resultado final foi excelente, demonstrando o aprendizado do grupo.
Esse é apenas um fragmento do trabalho, muitas outras atividades foram desenvolvidas a a partir da projeção daquele filme como a exposição de fotos, a construção de maquetes e o jogo de trilha.
Como eu já tinha dito, nossa turma assistiu ao filme (produção alvoradense) “Dá Um Tempo”. Posteriormente a isto, discutimos alguns fatos sinalizados pelo filme, tais como: pontos turísticos de Alvorada; locais, populares e figuras ilustres identificadas ao longo da projeção; violência urbana; a questão do subemprego e eventos marcantes no município. O enredo do filme ficou relegado ao segundo plano de nossa discussão.
Depois dessa calorosa troca de idéias entre o grupo, a professora (eu, no caso) anunciou a possibilidade de um passeio na semana seguinte: um tour por Alvorada. Contudo, os alunos teriam uma tarefa prévia a ser executada em casa, junto aos seus familiares: listar uma série de localidades interessantes existentes em Alvorada (para futura visitação); investigar, por meio de conversa informal, qual a impressão que seus familiares tinham daquele município e realizar um levantamento das empresas (lojas e/ou indústrias) existentes na cidade.
O próximo passo do processo foi o passeio propriamente dito. Um ônibus escolar nos buscou em frente à escola e nos levou a pontos interessantes e, inclusive, desconhecidos de Alvorada.
O mais interessante, ao meu ver, foram os links construídos pela turma a partir das imagens projetadas pelo filme anteriormente assistido. Ao passarmos pelo pórtico da cidade os alunos apontavam deslumbrados enquanto diziam: “profe, era aqui que o Jorge – protagonista do filme – aparecia correndo no início do filme, bem na entrada da cidade!” ou “profe, a gente ainda não passou pelo colégio do Jorge, né?!” ou ainda “olha ali profe, a Carlesso (uma loja de materiais de construção) era ali que a Laíssa Golf – co-protagonista do filme – trabalhava!” Afora estas intervenções, muitas outras brotaram ao longo de nosso passeio. Além disso, muitos registros fotográficos foram levados para a escola, como lembrança daquele momento gostoso de descobertas e descontração!
Na aula imediatamente posterior à realização do passeio, conversamos a respeito de nossas novas impressões acerca da cidade. A conversa rendeu bons frutos. Em seguida, convidei a turma para a construção de um texto coletivo, relatando nossa peripécias; os alunos concordaram e o resultado final foi excelente, demonstrando o aprendizado do grupo.
Esse é apenas um fragmento do trabalho, muitas outras atividades foram desenvolvidas a a partir da projeção daquele filme como a exposição de fotos, a construção de maquetes e o jogo de trilha.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Dá um tempo!!!!
Oi pessoal!
Quem atua nas escolas de Alvorada já deve ter ouvido falar do filme "Dá Um Tempo", não é mesmo?!!
Pois bem, resolvi projetá-lo para minha turminha de terceiro ano; e como deu "pano pra manga"... mas isso fica pras próximas postagens (contarei tudinho)! Minha intenção neste momento é apresentar para aqueles que ainda não conhecem, obviamente, o enredo dessa excelente produção local.
Assistam o vídeo a seguir, vale a pena conferir!
P.s.: aguardem as próximas postagens!
Quem atua nas escolas de Alvorada já deve ter ouvido falar do filme "Dá Um Tempo", não é mesmo?!!
Pois bem, resolvi projetá-lo para minha turminha de terceiro ano; e como deu "pano pra manga"... mas isso fica pras próximas postagens (contarei tudinho)! Minha intenção neste momento é apresentar para aqueles que ainda não conhecem, obviamente, o enredo dessa excelente produção local.
Assistam o vídeo a seguir, vale a pena conferir!
P.s.: aguardem as próximas postagens!
sexta-feira, 20 de março de 2009
Relembrando o início do ano letivo - Município de Alvorada
O corrente ano letivo, em Alvorada, teve uma bela cerimônia de abertura promovida pela Smed. Nós, educadoras/es, fomos brindadas/os pela presença do professor Vasco Moretto e sua palestra "O dia-a-dia do professor competente em aula".
Conforme o professor Moretto, existem alguns pilares que sustentam e equilibram a competência: conteúdo, habilidade, linguagem, valores culturais e administração emocional.
Registro a seguir uma fala do professor... (Fala que me deixou bastante intrigada, levando-me a uma longa reflexão solitária.)
"Competência não se alcança, desenvolve-se!"
P.s.: o contato de Vasco Moretto é moretto@terra.com.br
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