Ao iniciar o estágio curricular, lancei para a turma a proposta central do trabalho: produzir um documentário que retratará o dia a dia dos alunos do primeiro ano na escola. Eles ficaram empolgadíssimos, muito embora me tenha parecido que num primeiro momento eles não tivessem entendido bem do que se tratava a proposta. Pois questionaram: como a gente vai aparecer no telão? Tu sabes fazer filme, profe? etc...
Então expliquei melhor. Falei-lhes que para fazer um filme nos precisaríamos apenas de uma câmera ou filmadora ou celular e muita participação de todos. Disse-lhes que durante as nossas atividades corriqueiras eu estaria filmando e/ou fotografando para adicionar isso tudo ao filme. Também expliquei que mais adiante a turma seria dividida e que eles próprios também fotografariam e filmariam.
A turma ficou bem ansiosa. E ao longo da semana perguntaram-me sobre "quando eles fariam as coisas"?! Ou seja, parece-me que eles ainda não se deram conta de que já iniciamos os trabalhos. Afinal, eles querem é pôr a mão na massa ou melhor, na câmera!
Como atividade de motivação para a construção da arquitetura documentário realizei um passeio com a turma pelas dependências da escola:
"Subimos as escadas e passamos de sala em sala nos apresentando e desejando bom dia às turmas e aos professores, fomos até a sala de vídeo e descemos pela outra escada; caminhamos até a cozinha e entramos lá – conversamos com as merendeiras e vislumbramos a comida que estava sendo preparada; entramos na sala de professores, na secretaria e na direção; vimos onde situam-se todos os cinco banheiros da escola; seguimos visitando as turmas do térreo; também conhecemos o depósito e a sala onde são guardados os materiais de educação física; observamos todos os pontos do pátio.
Filmei alguns trechos desse passeio e pensei em utilizar este material no making off do documentário." (Este trecho foi copiado da reflexão semanal de meu pbworks, referente a semana 1.)
Ainda sobre a primeira semana.
Levei a turma pela terceira vez até o ambiente informatizado da escola. Antes de sair da sala combinei com eles que num primeiro momento eles deveriam tentar escrever as vogais utilizando as ferramentas do Tux Paint e que depois, no segundo momento, eles poderiam explorar os jogos do GCompris. Me surpreendi! A turma cumpriu com o combinado, realizando as tarefas com sucesso!
Outra atividade legal que realizei foi a construção do gráfico de barras para ilustrar a quantidade de pessoas cujos nomes iniciam com a mesma letra. Em meu pbworks relatei o seguinte: "No fundo da sala de aula eu tenho um painel confeccionado em papel pardo; nele há as fotos de cada criança acompanhadas dos respectivos nomes escritos com as letras iniciais destacadas. Pois bem, solicitei que os alunos olhassem para este painel e respondessem a medida em que eu indagava: quais os nomes que começam com a letra A? Quantos são? (Estas perguntas eu fiz para cada letra do alfabeto.) Na medida em que os alunos respondiam eu ia anotando no quadro. Concluída essa etapa, fixei no quadro um gráfico pré-pronto. Era o gráfico de barras dos nomes dos alunos. Expliquei à turma que cada quadrinho representava um aluno e fiz a correlação com as anotações do quadro, mostrando-lhes que se tratava de uma coisa só. Eu disse-lhes que cada aluno pintaria o seu quadrinho. Terminada a pintura do gráfico partimos para a análise do mesmo. Pela interação e pelo interesse apresentados por parte dos alunos para com a atividade, suponho que eles tenham entendido o propósito e que tenham gostado de participar."
quarta-feira, 21 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Estou triste!

Pessoal, estou muito triste! Pois neste feriadão de Páscoa roubaram o meu carrinho. E o que é ainda pior, roubaram com o meu material de trabalho dentro dele. É isso mesmo. O meu diário de classe do primeiro ano estava lá dentro e a minha pasta também. Neles, todas as minhas anotações importantes acerca de meus aluninhos, a atividade realizada por eles no primeiro dia de aula, os registros de tudo o que eu havia realizado até então e tudo o mais. É uma lástima!
Mas sou forte e não vou deixar a tristeza tomar conta de mim! Vou mergulhar de cabeça na idéia que pretendo pôr em prática com a turma 11. Nosso documentário será um sucesso!
Nas próximas postagens estarei trazendo novidades sobre esse trabalho. Até lá!
Professora ou arquiteta?
Bem dizem que o professor de tudo é um pouco... agora sou arquiteta! (risos)
Deixa eu explicar para os leitores não-peadianos:
Neste semestre desenvolverei junto a uma de minhas turmas, mais precisamente a turma de primeiro ano, o estágio curricular de meu curso de licenciatura em Pedagogia EAD. E, para tanto proporei a realização de uma arquitetura pedagógica, um documentário, focado no espaço escolar no qual nos situamos.
Estou com grandes expectativas em torno desse trabalho. Creio que vá render bons frutos. É algo nunca antes experimentado por mim. Estou com muita vontade de iniciar porém, com medo das críticas (ruins) que muito provavelmente irei receber de alguns pais e colegas de trabalho. Mas já dizia o gaudério: "não tá morto quem peleia!" Tenho garra e força de vontade.
Deixa eu explicar para os leitores não-peadianos:
Neste semestre desenvolverei junto a uma de minhas turmas, mais precisamente a turma de primeiro ano, o estágio curricular de meu curso de licenciatura em Pedagogia EAD. E, para tanto proporei a realização de uma arquitetura pedagógica, um documentário, focado no espaço escolar no qual nos situamos.
Estou com grandes expectativas em torno desse trabalho. Creio que vá render bons frutos. É algo nunca antes experimentado por mim. Estou com muita vontade de iniciar porém, com medo das críticas (ruins) que muito provavelmente irei receber de alguns pais e colegas de trabalho. Mas já dizia o gaudério: "não tá morto quem peleia!" Tenho garra e força de vontade.
Entre a cruz e a caldeirinha
Mais um ano se inicia... expectativas, angústias, incertezas e insegurança... sinto um mix destes sentimentos!
Estou ansiosa! Recebi novas turmas, novos alunos... inclusive ganhei a turma de primeiro ano que tanto pedi à minha diretora. Mas... "e agora, José?" São 30 alunos, nove semanas de intenso trabalho e as temíveis visita e avaliação da supervisora de estágio... que medo!
Durante o período de sondagem pude constatar que a turma é demasiadamente imatura, agitada e barulhenta. Contudo, o nível cognitivo é muito bom, se comparado às antigas turmas de primeira série com as quais trabalhei nessa mesma escola. Isto me acalentou.
Me peguei pensando inúmeras vezes sobre a possibilidade de realizar o estágio com a minha outra turma, um terceiro ano. Ao mesmo tempo lembrava que na outra escola os recursos tecnológicos eram escassos. Então tornava a firmar o pensamento na turma de primeiro ano. Santo dilema!!! Estive nesses últimos dias entre a cruz e a caldeirinha! Mas me decidi, afinal não havia mais tempo hábil para trocas. Seja o que Deus quiser e o que o Diabo permitir!
Obs.: Perdoem-me pois hoje estou muito coloquial.
Estou ansiosa! Recebi novas turmas, novos alunos... inclusive ganhei a turma de primeiro ano que tanto pedi à minha diretora. Mas... "e agora, José?" São 30 alunos, nove semanas de intenso trabalho e as temíveis visita e avaliação da supervisora de estágio... que medo!
Durante o período de sondagem pude constatar que a turma é demasiadamente imatura, agitada e barulhenta. Contudo, o nível cognitivo é muito bom, se comparado às antigas turmas de primeira série com as quais trabalhei nessa mesma escola. Isto me acalentou.
Me peguei pensando inúmeras vezes sobre a possibilidade de realizar o estágio com a minha outra turma, um terceiro ano. Ao mesmo tempo lembrava que na outra escola os recursos tecnológicos eram escassos. Então tornava a firmar o pensamento na turma de primeiro ano. Santo dilema!!! Estive nesses últimos dias entre a cruz e a caldeirinha! Mas me decidi, afinal não havia mais tempo hábil para trocas. Seja o que Deus quiser e o que o Diabo permitir!
Obs.: Perdoem-me pois hoje estou muito coloquial.
domingo, 22 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Você sabe qual é a velocidade da sua conexão?
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Letramento Social X Letramento Escolar
Vejamos. A escola ensina a decodificação alfabética e numérica deslocada de um sentido usual social. A apropriação mecânica da leitura, da escrita e dos cálculos são vistos como mecanismos sumamente necessários à ascensão escolar. Quem não detém estas habilidades não é contemplado com a promoção, tampouco reconhecido enquanto “sujeito inteligente”. Uma vez que, muitos professores consideram como inteligentes somente aqueles que aprendem com facilidade o que lhes é ensinado. Inúmeros professores ainda não aceitam como ação inteligente a capacidade de as pessoas raciocinarem, planejarem e resolverem situações-problema no cotidiano. E são esses professores que fazem da escola um órgão reprodutor de ações sem sentido, uma entidade desinteressante. E é dentro desse contexto que ocorre o letramento escolar.
Diferentemente, o letramento social ocorre em meio aos setores que compõem a sociedade (comunidade, igreja, família etc). Um sujeito não alfabetizado, mas que interage com a sociedade por meios alternativos que não a leitura e a escrita de códigos, é sim um sujeito letrado e suas ações deveriam ser valorizadas pela instituição escola. Mas não é o que acontece. Geralmente um sujeito analfabeto é marginalizado pela mídia, pelas entidades governamentais, pela “sociedade alfabetizada” e pela própria escola, o que é uma lástima! Ao meu ver, aquele que consegue ler o mundo através de outros olhos que não os da linguagem escrita e compreendê-lo deve ser valorizado e não relegado.
FALA, LEITURA E ESCRITA - tecendo idéias...
Ao ler o texto “Leitura, escrita e oralidade como artefatos culturais” pude observar as inúmeras variações ocorridas ao longo dos anos em relação à valorização da leitura e da escrita e aos usos que delas se faz/fez.
Assim, de acordo com a leitura supracitada e as experiências vividas, creio que tanto a língua falada quanto a escrita, variam conforme o meio, a razão e a circunstância. Ou seja, a língua molda-se ao contexto.
Em relação à fala, penso ser esta um instrumento de expressão, defesa e poder. Alguém que fala com segurança e convicção é capaz de vencer batalhas, arranjar aliados e reverter quadros problemáticos. Em minha opinião, quem exerce seu poder de persuasão com excelência tem o mundo em suas mãos.
Já em relação à escrita, penso que este mecanismo seja um pouco menos poderoso. Pois diferentemente da fala, alcançará diretamente apenas aqueles que são alfabetizados. Ou seja, a linguagem escrita é seletiva. A exceção, se assim pode-se dizer, está nos casos em que o sujeito não alfabetizado, mas letrado, utiliza-se de um intermediário para interagir com os códigos, como quando ele solicita a ajuda de um outro sujeito, o leitor. Nesse caso, o alcance e a apropriação da linguagem escrita ocorreram de maneira indireta.
Assim, de acordo com a leitura supracitada e as experiências vividas, creio que tanto a língua falada quanto a escrita, variam conforme o meio, a razão e a circunstância. Ou seja, a língua molda-se ao contexto.
Em relação à fala, penso ser esta um instrumento de expressão, defesa e poder. Alguém que fala com segurança e convicção é capaz de vencer batalhas, arranjar aliados e reverter quadros problemáticos. Em minha opinião, quem exerce seu poder de persuasão com excelência tem o mundo em suas mãos.
Já em relação à escrita, penso que este mecanismo seja um pouco menos poderoso. Pois diferentemente da fala, alcançará diretamente apenas aqueles que são alfabetizados. Ou seja, a linguagem escrita é seletiva. A exceção, se assim pode-se dizer, está nos casos em que o sujeito não alfabetizado, mas letrado, utiliza-se de um intermediário para interagir com os códigos, como quando ele solicita a ajuda de um outro sujeito, o leitor. Nesse caso, o alcance e a apropriação da linguagem escrita ocorreram de maneira indireta.
E seu nome é Jonas
Análise e reflexão baseada em um filme assistido.
Jonas então é recebido com festa. Contudo, dificuldades na comunicação começam a surgir e a família acaba titubeando.
Jonas não é compreendido por familiares e vizinhos. Todos o olham como se fosse ele um ser de outro mundo. Sua mãe então resolve buscar ajuda especializada. Jonas é levado a freqüentar um programa para socialização do surdo. Lá, Jonas é proibido de sinalizar e é instruído a repetir frases e palavras desconexas ditas pela professora. Ele também passa a fazer uso de aparelho auditivo (o que acaba por torná-lo motivo de chacota quando sai à rua).
Seu pai acaba por sair de casa, uma vez que não conseguiu lidar com as suas próprias emoções. Para onde quer que fosse com o filho, sempre havia alguém para ridicularizar o menino. O pai não suportou a situação.
Jonas possuiu por muito tempo apenas um único amigo: seu avô. Porém este acabara por morrer e Jonas passou meses sem saber o que havia feito o avô desaparecer.
Ao perceber o “fracasso” do filho a mãe do garoto decide aprender junto a ele a língua de sinais. Eis que ela conhece a comunidade surda e por meio desta consegue inserir Jonas na sociedade. Jonas ganha vida e liberdade. O tempo passa e Jonas enfim consegue compreender que o avô morreu.
Essa história foi retratada em um filme lançado em 1979 nos EUA. Observem, quase três décadas se passaram e a situação é praticamente a mesma.
Penso que ainda hoje o surdo não sinalizado é incompreendido e excluído da sociedade. Não sei se isto é regra ou exceção, uma vez que percebemos a plena inserção social do surdo sinalizado. Contudo tenho uma certeza, se Jonas nascesse hoje, surdo, seu diagnóstico não seria o mesmo. Jamais o considerariam um retardado!
O Menino Selvagem
Por sugestão da interdisciplina de Libras resolvi assistir o filme "O Menino Selvagem". E é sobre ele que agora teço algumas considerações:
O filme “O Menino Selvagem” é bastante intrigante. Pois retrata a história de um menino que viveu por quase toda a sua existência, até então, sozinho em um bosque de Paris, motivo pelo qual se tornara selvagem.
Ao assistir este filme, pus-me a pensar e a ponderar possibilidades diversas... Teriam os seres civilizados o direito de cooptar o garoto trazendo-o a um mundo que lhe era desconhecido? Aquele garoto por ser, aos olhos dos parisienses diferente, se permanecesse em seu habitat poderia representar algum risco à sociedade local? Seria ele surdo de fato? Alguém que não conhece os códigos, sejam eles escritos ou falados, é um idiota? Enfim, foram muitas as interrogações inicialmente levantadas!
Primeiramente o garoto é levado para um colégio de surdos-mudos. (Nesta passagem do filme podemos ter uma idéia de como era a vida das pessoas surdas nos primórdios: elas ficavam enclausuradas em instituições específicas, sem qualquer tipo de interação com a sociedade dita normal. Ou seja, eram rejeitadas e excluídas.)
Depois Itard e Pinel, os doutores que estudavam o caso do menino, dão-se conta de que aquele não era o ambiente mais adequado ao garoto. Pinel sugere que o levem para uma instituição própria aos “retardados”. Itard discorda e acaba por levá-lo para sua residência, onde posteriormente irá educá-lo (leia-se domesticá-lo).
Chegando à casa de Itard o garoto é treinado para tornar-se visualmente “normal”. Atingido este objetivo, o garoto ingressa em uma educação behaviorista, ministrada pelo próprio Itard. O garoto recebe o nome de Victor e começa a ser treinado para “ouvir palavras”.
A partir daí surgem passagens no vídeo, nas quais o garoto pede leite, em que fica evidente a questão do condicionamento operante. Victor pega a sua tigela e a bate com a mão demonstrando o seu desejo de beber leite. Itard tenta usar o reforço positivo para força-lo a pronunciar a palavra leite. Ou seja, Victor está sendo treinado.
Itard vale-se de inúmeros artifícios para tentar educar o menino. E nessas buscas incessantes Itard vai fazendo descobertas em relação aos hábitos e às atitudes do menino selvagem. A capacidade cognitiva do garoto também é posta em xeque.
Para mim, telespectadora, não ficou claro se o menino era realmente surdo ou se ele havia se tornado um aborígene em função do abandono precoce. Contudo, consegui tecer algumas relações com os possíveis sentimentos das pessoas surdas que viveram nas décadas passadas. Assistir este filme foi emocionante.
Veja o trailer do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=b5CKltq3Uf4
Ficou interessado e quer assistir o filme na íntegra? Faça o download aqui!
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